Pensa Pixel

É certo que a maioria do fotógrafos devem ter um assunto predileto e constante para sempre registrar. Algo que o faça sentir inspirado a fotografar, e que isso, além de tudo, traga prazer. Que o motive a ter mais paciência do que já possue (ou não). Que o faça fotografar mesmo quando não há nenhum assunto específico em mente. Deixando, assim, para criar algum tema justo quando vai fotografar. E o meu assunto para essa categoria é minha sobrinha Carolina, que não vive a mais de 100 metros de minha casa. Mesmo quando morávamos a algumas quadras de distância, eu sempre tinha a oportunidade de fotografa-la quando estava minha casa.

Lembro que nem sempre foi uma tarefa simples de fazer. Posso afirmar sem medo de errar que até um tempinho atrás era bastante ardiloso conseguir uma boa foto dela. Ainda mais porque sempre quis ir além da qualquer carinha bonita que agrada a todos os pais nesse mundo. Lembro-me muito bem de muitas vezes em que ela corria para os braços de minha irmã reclamando “Olha aí, mãe! O tio Gol num para de tirar fotos de mim.” Normal para o sempre instável humor infantil, ainda mais para uma garotinha que é pura energia. Engraçado como muitas vezes se mostrava querer ser fotografada para em milésimos de segundo mudar de opinião, para com certeza pirraçar o tio dela aqui. Mas como sempre persisti, não foram poucas as vezes em que a tive completa por mais de 15min sendo minha modelo.

Já hoje aos 6 anos tudo é bem mais fácil. Geralmente quando me vê empunhando minha câmera já vai perguntando se vai tirar fotos dela. Confesso que até tenho perdido alguns bons momentos desse crescimento que está cada vez mais veloz. A cada dia que passa mais atenta ao seu próprio corpo e beleza, e assim querendo que eu a fotografe. Sem contar que no turbilhão de programas de TV que nos bombardeiam hoje, não é muito estranho que uma pequena garotinha descubra isso muito cedo, infelizmente. Ação e consequência apenas nesse fato todo. Enfim. Me sinto muito feliz de estar fazendo parte (mesmo que atrás das lentes) da transformação que ocorre a ela. Assim terei material para sempre recordar por toda nossa vida.

Hoje fiz um algumas fotos dela, mesmo que não tive a intenção nenhuma de tê-la como minha modelo. Como amanhã irei fazer retratos de participantes da parada gay aqui em Dourados, e será justamente num local de não muita luz, precisava fazer testes em algum lugar com luz parecida. Então fui à casa de minha mana, tendo em mente de ter minha irmã em frente de minha lente. Porém quando cheguei por lá, ouço Carolina dizendo “Veio tirar foto de mim?”. Não deu outra. De um simples teste de luz, veio uma rápida sessão de fotos com minha sobrinha, e seus cachorros. Confira logo abaixo:

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