Pensa Pixel

Hoje em Dourados aconteceu a 5° Parada da Diversidade. Mesmo com um número menor de pessoas, em razão da menor pouca verba para este ano, o barulho não foi menor. Sempre animados para mostrarem seus discursos ou verbalmente ou visualmente. Mas não ainda com menos resistência de uma cidade pequena.

Já estive presente em duas vezes por lá, sempre fotografando, mas nunca com nenhuma idéia fixa na cabeça. Sempre querendo registrar as cores que se movimentam por todos os lados. Lembro da primeira Parada da Diversidade quando ainda estava aprendendo a fotografar, e as dificuldades foram diversas, já que eu não estava adaptado ao botões da minha então máquina fotográfica, Sony F-828. Consegui uma outra boa imagem, até mesmo uma que pensava ser possível de ser usada em alguma capa de revista. Santa inocência. Revendo aquela foto percebo que ainda faltava muito. De qualquer maneira, é sempre muito bom estar em eventos como o que ocorreu, com vários bons assuntos esperando para serem fotografados.

Para o evento desta tarde tive a idéia de fazer algo levemente inspirado no trabalho que Richard Avedon fez no Oeste norte-americano, Into the American West. Após ter lido, ainda em New York, o livro escrito por Laura Wilson, Avedon at Work: Into the American, fiquei com uma vontade imensa de tentar algo no mesmo estilo. Ela, que foi assistente durante os seis que Avendon foi ao Oeste (na década de 70), conta como foi trabalhar nesse projeto, e no meio de tudo isso é possível ver fotos de como Avendon conseguiu fotos super impactantes com imensa simplicidade técnica. Sujeitos sem produção nenhuma, tirados do seu cotidiano isolados num fundo branco. Apenas luz natural, um rebatedor, assistentes para recarregar sua câmera de médio formato de filme, uma boa conversa, e saber com certeza o que queria alcançar.

Então para pôr em prática tudo o que estava emaranhado em minha cabeça, no meio da semana eu e minha amiga Ana Paula Ostapenko conversamos com a responsável (muito obrigado, Cláudia!) pelo evento em questão, para assim conseguirmos diminuir a resistência dos participantes da Parada da Diversidade. Proposta aceita. Durante não mais que uma hora e meia, eu e minha outra amiga Nani Manhães fotografamos não mais que 14 pessoas isoladas em fundo branco.

Confira abaixo as fotos:

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